Eli Lilly processa seis empresas por venda ilegal de retatrutida
A farmacêutica busca impedir a comercialização não autorizada de seu medicamento experimental para obesidade, que ainda está em fase de testes.
Pontos principais
- A Eli Lilly abriu ações judiciais contra farmácias de manipulação, spas médicos e vendedores online.
- A retatrutida, um fármaco da classe GLP-1, encontra-se em fase 3 de estudos clínicos e não possui aprovação da FDA.
- A FDA classifica a manipulação e a venda de versões não autorizadas desses medicamentos como atividades ilegais.
- Autoridades alfandegárias dos EUA registraram a apreensão de quase 90 mil frascos de produtos GLP-1 ilícitos apenas em julho.
A farmacêutica Eli Lilly iniciou uma ofensiva jurídica contra seis empresas nos Estados Unidos que comercializam versões não autorizadas da retatrutida. O medicamento, um potente inibidor da classe GLP-1, está atualmente em fase 3 de ensaios clínicos e ainda não recebeu aprovação regulatória para uso comercial. A empresa argumenta que a venda desses produtos coloca em risco a saúde pública, uma vez que não há garantias de segurança ou eficácia para substâncias manipuladas sem o devido controle. Além das ações judiciais, a companhia solicitou a colaboração de plataformas de e-commerce e redes sociais para remover anúncios desses itens. O movimento ocorre em um cenário de alta demanda por tratamentos contra a obesidade, que tem impulsionado o mercado paralelo e levado a um aumento expressivo nas apreensões de produtos ilícitos pelas autoridades alfandegárias americanas.
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