Novo Nordisk processa Eli Lilly por propaganda enganosa nos EUA
A fabricante do Ozempic acusa a Eli Lilly de usar dados desatualizados em anúncios para sugerir superioridade do Mounjaro e Zepbound no mercado de obesidade.
Pontos principais
- A Novo Nordisk protocolou a ação judicial em um tribunal federal de Nova Jersey.
- A empresa alega que a Eli Lilly utiliza ensaios clínicos desatualizados em suas campanhas publicitárias.
- O processo cita violações da Lei Lanham e práticas de concorrência desleal.
- A farmacêutica dinamarquesa busca a retirada imediata dos anúncios e a veiculação de campanhas corretivas.
- A Novo Nordisk afirma que a rival ignora estudos recentes sobre a eficácia de dosagens superiores do Wegovy.
- A Eli Lilly não se manifestou publicamente sobre as acusações até o momento.
- O mercado global de medicamentos para obesidade é estimado em mais de US$ 100 bilhões até 2030.
A farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelo Ozempic e Wegovy, iniciou uma disputa judicial contra a Eli Lilly nos Estados Unidos. A ação, protocolada em um tribunal federal de Nova Jersey, acusa a concorrente de veicular propaganda enganosa ao comparar a eficácia de seus medicamentos, Mounjaro e Zepbound, com os produtos da empresa dinamarquesa. Segundo a petição, a Eli Lilly estaria utilizando dados desatualizados de ensaios clínicos para sugerir uma superioridade terapêutica que não consideraria estudos recentes sobre as dosagens mais altas do Wegovy. A Novo Nordisk alega que a prática configura concorrência desleal e violações da Lei Lanham, legislação americana que regula marcas e publicidade. Além de solicitar a interrupção imediata das peças publicitárias, a empresa busca a publicação de anúncios corretivos e uma indenização por eventuais lucros perdidos. A companhia afirma ainda que tentou resolver a questão extrajudicialmente, enviando uma notificação à rival em abril, que teria sido ignorada. Até o momento, a Eli Lilly não emitiu um posicionamento oficial sobre o processo. O litígio marca uma escalada na rivalidade comercial entre as duas maiores fabricantes de medicamentos baseados na molécula GLP-1 do mundo. O conflito ocorre em um momento de expansão acelerada do setor, com projeções de que o mercado global de tratamentos para obesidade movimente mais de US$ 100 bilhões até 2030. A disputa judicial reflete a intensa pressão competitiva enfrentada pelas empresas para consolidar sua liderança em um segmento estratégico e de alta rentabilidade para a indústria farmacêutica global.
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