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Eclipse solar total escurece o céu em partes do hemisfério norte

O fenômeno astronômico ocorreu nesta quarta-feira (12), sendo visível na Groenlândia, Islândia, Espanha, Portugal e Rússia, com transmissão ao vivo.

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Foto: Canaltech
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12/08 às 05:45, atualizado 17:04

Pontos principais

  • O eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 teve duração máxima de 2 minutos e 18 segundos.
  • Cerca de 15,2 milhões de pessoas residem na faixa de totalidade do fenômeno.
  • O evento não foi visível do Brasil, que aguarda um eclipse anular em 2027 e um total apenas em 2045.
  • Autoridades espanholas mobilizaram 25 mil policiais e aeronaves para garantir a segurança e prevenir incêndios florestais.
  • A alta demanda por óculos de proteção certificados causou escassez em diversos países europeus.
  • O Observatório Nacional e a NASA realizaram transmissões ao vivo para o público global.
  • Pesquisadores utilizaram aeronaves e balões para estudar os efeitos da escuridão na atmosfera.
  • Frestas entre folhas de árvores projetaram imagens do Sol em formato de crescente no solo durante a fase parcial.
  • O evento integra o chamado 'Trio de Eclipses Ibéricos', com novos fenômenos previstos para 2027 e 2028.

Um eclipse solar total percorreu partes do hemisfério norte nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, proporcionando um espetáculo astronômico que transformou o dia em noite para milhões de espectadores. O fenômeno, que teve seu ápice com duração de pouco mais de dois minutos, foi observado principalmente na Groenlândia, Islândia, Espanha, Portugal e Rússia. Em regiões da Europa, o evento foi descrito como o de maior magnitude desde 1999, mobilizando uma vasta rede de entusiastas, turistas e cientistas que se posicionaram em áreas rurais para acompanhar o alinhamento preciso entre a Lua e o Sol.

A magnitude do evento exigiu uma logística complexa de segurança, especialmente na Espanha. Autoridades locais implementaram um esquema robusto, envolvendo 25 mil policiais e quase 100 aeronaves, com o objetivo de controlar o fluxo intenso de visitantes e mitigar o risco de incêndios florestais, que poderiam ser agravados pela movimentação em áreas secas. Paralelamente, a escassez de óculos de proteção certificados tornou-se um desafio logístico, com estoques esgotados em diversos países europeus, levando especialistas a reforçarem alertas sobre os perigos de observar o Sol sem filtros adequados.

Para a comunidade científica, o eclipse representou uma oportunidade única de coleta de dados. A NASA utilizou aeronaves de alta altitude e balões para analisar as reações da atmosfera terrestre durante a escuridão repentina. Além disso, o fenômeno gerou curiosidade popular através de efeitos ópticos naturais, como o das 'câmeras de orifício' formadas pelas frestas entre as folhas das árvores, que projetaram o formato crescente do Sol no solo, um fenômeno amplamente registrado e compartilhado em redes sociais.

Embora o eclipse não tenha sido visível do território brasileiro, o Observatório Nacional realizou uma transmissão ao vivo gratuita, permitindo que o público no Brasil acompanhasse o deslocamento da sombra lunar. O país, contudo, já tem datas marcadas para seus próprios eventos astronômicos: um eclipse solar anular está previsto para fevereiro de 2027, no litoral do Rio de Janeiro, enquanto um eclipse solar total, de maior abrangência, está programado apenas para 2045, nas regiões Norte e Nordeste. O mês de agosto de 2026 ainda reserva um eclipse lunar parcial, visível de todo o Brasil na madrugada de 27 para 28.

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