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Fundos de special sits superam private equity em volume no Brasil

Pela primeira vez, o capital disponível para estratégias de special situations supera o de fundos de private equity no mercado brasileiro.

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Foto: Valor Econômico
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11/08 às 10:00

Pontos principais

  • O número de gestoras especializadas em special situations saltou de cinco em 2015 para 51 em 2025.
  • O segmento de special sits totaliza cerca de R$ 13,4 bilhões disponíveis para investimento no país.
  • Estratégias incluem crédito distressed, reestruturações, fusões e aquisições de direitos creditórios judiciais.
  • O crescimento é impulsionado por juros elevados e maior seletividade bancária, que dificultam o crédito tradicional.
  • Grandes bancos têm ampliado a atuação no setor, enquanto gestoras independentes buscam consolidação.
  • Retornos estimados para investidores variam entre 25% e 40% ao ano, dependendo do risco da operação.
  • Investimentos em special sits apresentam baixa correlação com a volatilidade macroeconômica tradicional.

O mercado brasileiro de investimentos alternativos registrou uma mudança estrutural significativa, com os fundos de special situations superando, pela primeira vez, o volume de recursos de fundos de private equity. O setor, que foca em ativos com potencial de destravamento de valor em cenários de estresse financeiro, viu sua base de gestoras crescer mais de dez vezes na última década, consolidando-se como uma alternativa essencial ao financiamento bancário convencional em um ambiente de taxas de juros elevadas. A estratégia atrai investidores pela promessa de retornos de dois dígitos e pela baixa correlação com as oscilações do mercado financeiro tradicional. Enquanto boutiques especializadas dominam teses de nicho, como a compra de direitos creditórios judiciais e crédito estruturado, grandes instituições financeiras também têm intensificado sua presença no segmento, buscando capturar oportunidades em empresas que enfrentam dificuldades operacionais ou processos de recuperação judicial.

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