Fundos de special sits superam private equity em volume no Brasil
Pela primeira vez, o capital disponível para estratégias de special situations supera o de fundos de private equity no mercado brasileiro.
Pontos principais
- O número de gestoras especializadas em special situations saltou de cinco em 2015 para 51 em 2025.
- O segmento de special sits totaliza cerca de R$ 13,4 bilhões disponíveis para investimento no país.
- Estratégias incluem crédito distressed, reestruturações, fusões e aquisições de direitos creditórios judiciais.
- O crescimento é impulsionado por juros elevados e maior seletividade bancária, que dificultam o crédito tradicional.
- Grandes bancos têm ampliado a atuação no setor, enquanto gestoras independentes buscam consolidação.
- Retornos estimados para investidores variam entre 25% e 40% ao ano, dependendo do risco da operação.
- Investimentos em special sits apresentam baixa correlação com a volatilidade macroeconômica tradicional.
O mercado brasileiro de investimentos alternativos registrou uma mudança estrutural significativa, com os fundos de special situations superando, pela primeira vez, o volume de recursos de fundos de private equity. O setor, que foca em ativos com potencial de destravamento de valor em cenários de estresse financeiro, viu sua base de gestoras crescer mais de dez vezes na última década, consolidando-se como uma alternativa essencial ao financiamento bancário convencional em um ambiente de taxas de juros elevadas. A estratégia atrai investidores pela promessa de retornos de dois dígitos e pela baixa correlação com as oscilações do mercado financeiro tradicional. Enquanto boutiques especializadas dominam teses de nicho, como a compra de direitos creditórios judiciais e crédito estruturado, grandes instituições financeiras também têm intensificado sua presença no segmento, buscando capturar oportunidades em empresas que enfrentam dificuldades operacionais ou processos de recuperação judicial.
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