Uso de telefones fixos cai para 5,9% dos lares brasileiros em 2025
A popularização dos dispositivos móveis e a mudança tecnológica levaram à queda acentuada do telefone fixo, que perdeu relevância no Brasil.
Pontos principais
- A presença de telefones fixos em residências brasileiras caiu de 32,6% em 2016 para 5,9% em 2025.
- A Lei Geral de Telecomunicações foi alterada em 2019, migrando o regime de concessão para autorização.
- O alto custo de manutenção da infraestrutura de cobre impulsiona a substituição por tecnologias VoIP.
- Orelhões em espaços públicos estão sendo desativados gradualmente em todo o território nacional.
O telefone fixo, que durante décadas foi um símbolo de status e o principal meio de comunicação interpessoal, enfrenta um declínio acentuado globalmente. No Brasil, dados do IBGE confirmam essa tendência, com a presença do serviço em domicílios despencando de 32,6% em 2016 para apenas 5,9% em 2025. Esse cenário é reflexo da ascensão dos dispositivos móveis e da mudança na Lei Geral de Telecomunicações em 2019, que alterou o regime de concessão para autorização, reduzindo a obrigatoriedade de manutenção do serviço pelas operadoras. A transição tecnológica também desempenha um papel central, com a infraestrutura de cobre sendo substituída por sistemas VoIP, que oferecem maior eficiência operacional. Paralelamente, o uso de orelhões em locais públicos segue em processo de desativação gradual, sendo preservado apenas em pontos estratégicos, marcando o fim de uma era na infraestrutura de telecomunicações.
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