Jornalistas indígenas lançam manual para cobertura de povos originários
O manual Poranga Marandúa oferece diretrizes para um jornalismo antirracista e combate a invisibilização de povos indígenas na mídia brasileira.
Pontos principais
- O manual Poranga Marandúa foi lançado na Câmara dos Deputados pela Abrinjor.
- A iniciativa contou com a colaboração de mais de 40 povos indígenas diferentes.
- O material, editado pelo Instituto Kaingáng, está disponível gratuitamente online.
- O objetivo é orientar redações sobre o uso de termos e abordagens éticas.
- O nome do guia significa 'boa notícia' no idioma Nheengatu.
A Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor) lançou, na Câmara dos Deputados, o manual Poranga Marandúa, uma ferramenta inédita voltada para a qualificação da cobertura jornalística sobre povos originários no Brasil. Desenvolvido em parceria com mais de 40 povos indígenas e editado pelo Instituto Kaingáng (Inka), o guia busca estabelecer diretrizes para um jornalismo antirracista e ético. O material, que já está disponível para consulta gratuita online, propõe combater a histórica invisibilização dessas populações nos veículos de comunicação e incentivar a inclusão de comunicadores indígenas nas redações. O nome da obra, que significa 'boa notícia' na língua Nheengatu, reflete o propósito da iniciativa de promover uma representação mais precisa e respeitosa da diversidade cultural e das pautas territoriais dos povos originários, oferecendo um suporte prático para profissionais de imprensa em todo o país.
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