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Empresas de tecnologia destroem livros físicos para treinar modelos de IA

Empresas de tecnologia compram grandes volumes de livros para digitalização destrutiva, visando o treinamento de modelos de inteligência artificial.

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Foto: Época Negócios
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10/08 às 07:02, atualizado 08:45

Pontos principais

  • Livreiros globais relatam compras em massa de livros usados para o 'Projeto Panamá', focado em digitalização industrial.
  • O processo envolve o corte da lombada das obras para acelerar o escaneamento, resultando na destruição dos exemplares físicos.
  • Dados extraídos alimentam grandes modelos de linguagem (LLMs) em busca de conteúdos inéditos e menos comerciais.
  • Críticos alertam para a perda de patrimônio histórico e a inacessibilidade dos arquivos digitais resultantes, restritos a bases privadas.

Empresas de tecnologia têm intensificado a compra de grandes volumes de livros físicos em sebos globais para alimentar o treinamento de modelos de inteligência artificial. A prática, associada ao chamado 'Projeto Panamá', utiliza digitalização industrial que exige o corte das lombadas, resultando na destruição das obras após a extração dos dados. O objetivo é obter conteúdos inéditos e de alta qualidade para o aprimoramento de LLMs. Especialistas e defensores do patrimônio literário alertam que a digitalização não equivale à conservação, uma vez que os arquivos resultantes permanecem em bases de dados privadas e inacessíveis ao público. Além da preocupação com a perda de exemplares raros e metadados originais, o setor debate os riscos éticos e os desafios de direitos autorais envolvidos no uso de propriedade intelectual para o desenvolvimento dessas tecnologias.

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