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Empresas de IA compram e destroem livros raros para treinar modelos

Laboratórios de IA adquirem acervos físicos para digitalização em massa, gerando críticas de especialistas pela destruição de obras raras.

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Foto: Época Negócios
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29/07 às 09:33 · atualizado 13:03

Pontos principais

  • Empresas utilizam máquinas industriais para remover páginas de livros e acelerar o escaneamento de dados para treinamento de modelos.
  • A plataforma ISBNdb atua como intermediária na compra de grandes volumes de livros para laboratórios de tecnologia.
  • Colecionadores e livreiros relatam preocupação com a perda permanente de obras raras e fora de catálogo.
  • Especialistas em preservação defendem o uso de tecnologias de digitalização não destrutiva como alternativa ao descarte dos exemplares.

Empresas de inteligência artificial têm intensificado a compra de livros físicos em larga escala para alimentar o treinamento de seus modelos de linguagem. O processo, que busca dados 'limpos' anteriores à era da IA generativa, envolve o uso de equipamentos industriais que removem as páginas dos exemplares para acelerar a digitalização, resultando na destruição física das obras. A prática tem gerado forte reação de livreiros e colecionadores, que alertam para o risco de desaparecimento de títulos raros e fora de catálogo. Enquanto a demanda por acervos cresce, especialistas em preservação criticam a metodologia destrutiva e apontam a existência de tecnologias de escaneamento não invasivas, como as da empresa austríaca Treventus, como soluções viáveis. O fenômeno ocorre em um momento de tensão no mercado editorial, marcado também pela proliferação de obras geradas por IA em plataformas de autopublicação, o que intensifica debates sobre direitos autorais e a integridade do ecossistema literário.

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