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Embraer dobra projeção de fluxo de caixa para 2026 e eleva margem Ebit

A fabricante brasileira revisou suas metas financeiras após registrar lucro líquido de R$ 1,1 bilhão e receita recorde no segundo trimestre de 2026.

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Foto: G1 - Economia
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10/08 às 07:02 · atualizado 15:03

Pontos principais

  • Projeção de fluxo de caixa livre para 2026 subiu de US$ 200 milhões para US$ 400 milhões.
  • Margem Ebit ajustada foi elevada para o intervalo entre 10% e 10,6%.
  • Lucro líquido ajustado no segundo trimestre de 2026 atingiu R$ 1,11 bilhão, alta de 25,1%.
  • Receita trimestral recorde de R$ 11,3 bilhões, um crescimento de 10,3% na comparação anual.
  • Carteira de pedidos atingiu o valor histórico de US$ 34,5 bilhões.
  • Empresa entregou 65 aeronaves no período, sendo 20 comerciais e 45 executivas.
  • Divisão de Defesa e Segurança cresceu 22%, impulsionada pelo cargueiro KC-390.
  • Metas de entregas anuais e receita consolidada foram mantidas sem alterações.
  • Ações da companhia registraram alta de 6% na B3 após a divulgação dos resultados.
  • Embraer avalia expandir capacidade produtiva com novas linhas nos EUA e na Índia.

A Embraer anunciou nesta segunda-feira (10) uma revisão otimista de suas projeções financeiras para 2026, destacando a duplicação da estimativa de fluxo de caixa livre para US$ 400 milhões. A fabricante brasileira também elevou a meta de margem Ebit ajustada para um patamar entre 10% e 10,6%, refletindo uma eficiência operacional superior à esperada. O anúncio ocorreu após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026, período em que a companhia registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão, um avanço de 25,1% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

O desempenho trimestral foi sustentado por uma receita recorde de R$ 11,3 bilhões e pela entrega de 65 aeronaves, com destaque para o crescimento de 22% na divisão de Defesa e Segurança, impulsionada pelo cargueiro KC-390 Millennium. A carteira de pedidos da empresa atingiu o patamar histórico de US$ 34,5 bilhões, marcando o sétimo recorde consecutivo e evidenciando a forte demanda global por seus produtos. Diante desse cenário, a companhia mantém suas metas de entregas anuais e de receita consolidada, focando agora na otimização de sua capacidade produtiva.

Para sustentar o crescimento de longo prazo, a gestão da Embraer estuda a instalação de novas linhas de montagem nos Estados Unidos e na Índia, visando atender à crescente demanda por jatos comerciais e militares. A empresa também obteve isenção de tarifas de importação impostas pelo governo Trump, o que favorece sua competitividade no mercado norte-americano. Enquanto isso, a subsidiária Eve segue com o cronograma de certificação e início das operações comerciais de seu eVTOL, previsto para o final de 2028. O mercado reagiu positivamente aos números, com as ações da Embraer registrando valorização de 6% na B3 logo após a divulgação do balanço.

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