Corma levanta US$60 milhões com a Sequoia para IA de defesa cibernética
Em simulações próprias, modelos de fronteira tiveram sucesso como atacantes em 88% dos casos e detectaram ameaças em apenas 12%.
Pontos principais
- A Corma saiu do stealth em 10 de agosto de 2026 com um seed de US$60 milhões liderado pela Sequoia Capital, com participação de Khosla Ventures e Coatue; o valuation não foi divulgado.
- Em simulações da própria Corma em ambientes corporativos no estilo Fortune 500, os principais modelos de IA tiveram sucesso como atacantes em 88% dos casos e detectaram ameaças como defensores em apenas 12%. Os resultados não foram verificados de forma independente.
- O CEO Alon Pluda diz que os modelos mais populares hoje, de OpenAI, Anthropic e Google, são treinados na prática para o ataque: programação, busca de falhas e raciocínio de múltiplas etapas.
- Segundo Pluda, a defesa quase não tem relação com programação e é mais sobre "olhar logs, auditorias e achar a agulha no palheiro".
- Fundada em 2025, com sedes em Tel Aviv e San Francisco, a empresa diz ter sido lançada há seis semanas e já estar implantada em organizações Fortune 100 e Fortune 500.
- As implantações iniciais reduziram o tempo de resposta a ameaças em mais de 94% e ampliaram em 15 vezes a cobertura de segurança em diferentes funções.
A tese da Corma é que a assimetria entre ataque e defesa não é acidental: os modelos de fronteira são otimizados para as habilidades que compõem uma ofensiva, e não para o trabalho de correlação de sinais que caracteriza a defesa. O sócio da Sequoia Shaun Maguire resumiu o argumento ao dizer que "a IA agêntica dá aos atacantes uma vantagem estrutural de velocidade".
A empresa afirma já operar em setores de saúde, serviços financeiros, energia, infraestrutura crítica e varejo. O time reúne pesquisadores de IA vindos de Google e DeepMind e especialistas em cibersegurança da Unidade 8200 de Israel e de grandes empresas do setor.
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