Atmosfera de Plutão começa a congelar com afastamento do Sol
Pesquisadores detectaram uma queda de 16% na pressão atmosférica do planeta anão, causada pelo seu deslocamento orbital para longe do Sol.
Pontos principais
- A pressão atmosférica de Plutão caiu 16% entre 2021 e 2023, segundo medições recentes.
- O resfriamento ocorre porque o planeta anão se afasta gradualmente do Sol em sua órbita elíptica.
- O fenômeno provoca o congelamento do nitrogênio atmosférico, que se deposita na superfície do astro.
- A equipe de cientistas utilizou a técnica de ocultação estelar para monitorar as mudanças.
- Plutão atingirá o afélio, o ponto mais distante de sua órbita em relação ao Sol, apenas em 2114.
Observações astronômicas recentes, publicadas no Planetary Science Journal, indicam que a atmosfera de Plutão está passando por um processo de colapso. À medida que o planeta anão segue sua órbita elíptica para longe do Sol, as temperaturas caem drasticamente, levando o nitrogênio atmosférico a congelar e se depositar na superfície. A equipe liderada pela pesquisadora Amanda Sickafoose utilizou a técnica de ocultação estelar para registrar uma redução de 16% na pressão atmosférica entre 2021 e 2023, além de notar o assentamento de partículas de neblina em latitudes mais baixas. Este fenômeno é um desdobramento natural do longo ciclo orbital de Plutão, que só alcançará seu ponto mais distante do Sol, conhecido como afélio, no ano de 2114. O estudo fornece dados cruciais para a compreensão da dinâmica atmosférica de corpos celestes localizados nas regiões mais remotas do Sistema Solar.
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