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Ataques com explosivos marcam início do governo de Abelardo de la Espriella na Colômbia

O primeiro dia de mandato do novo presidente colombiano foi marcado por atentados com explosivos e drones contra um pedágio e uma delegacia no sudoeste do país.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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08/08 às 19:15 · atualizado 20:31

Pontos principais

  • O presidente Abelardo de la Espriella tomou posse em Cali, em uma cerimônia inédita fora de Bogotá.
  • Um ataque com explosivos atingiu o pedágio de Mandiva, na rodovia Panamericana, deixando dois vigilantes feridos.
  • Um segundo atentado, envolvendo um carro-bomba e drones, destruiu um pedágio em construção em Santander de Quilichao.
  • Um policial morreu em um ataque separado contra uma delegacia no departamento de Cesar.
  • O Exército atribuiu as ações a facções dissidentes das FARC, incluindo os grupos Dagoberto Ramos e Jaime Martínez.
  • O governo anunciou a transferência de 117 presos de alto perfil para unidades de segurança máxima como resposta imediata.
  • De la Espriella prometeu endurecer o combate ao narcoterrorismo e encerrar diálogos de paz com grupos armados.

O início do mandato do presidente colombiano Abelardo de la Espriella foi marcado por uma onda de violência coordenada no sudoeste do país. Apenas um dia após sua posse em Cali, grupos armados dissidentes das FARC realizaram ataques com explosivos e drones contra infraestruturas estratégicas, incluindo o pedágio de Mandiva, na rodovia Panamericana, e uma unidade em construção em Santander de Quilichao. O saldo inicial dos incidentes inclui dois vigilantes feridos e a morte de um policial em uma delegacia no departamento de Cesar. As autoridades militares apontam as facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez, ligadas a Iván Mordisco, como os principais responsáveis pelos atentados.

Em resposta à ofensiva, o governo de De la Espriella adotou uma postura de confronto direto, anunciando a transferência de 117 detentos de alta periculosidade para presídios de segurança máxima. O presidente, que assumiu o cargo com a promessa de combater o narcoterrorismo, sinalizou o encerramento das negociações de paz com grupos armados ilegais. A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, condenou os ataques e afirmou que o Estado não cederá à pressão de facções criminosas, enquanto forças militares realizam varreduras na região para garantir a segurança e restabelecer o fluxo nas rodovias afetadas.

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