Rede criminosa utiliza malwares para espionar celulares Android
Pesquisadores identificaram mais de 170 servidores usados por malwares que permitem controle total de dispositivos e fraudes financeiras.
Pontos principais
- A rede utiliza os malwares Flying Eagle e Night Dragon para monitorar dispositivos Android.
- Criminosos empregam engenharia social com aplicativos falsos que simulam serviços financeiros e governamentais.
- O código-fonte dos malwares é vendido no Telegram com taxas de até 50% sobre os valores roubados.
- A ferramenta Night Dragon já está em operação como sucessora do Flying Eagle, focada em espionagem e roubo de dados.
Uma investigação conduzida pela Hunt.io revelou a existência de uma sofisticada rede criminosa que opera mais de 170 servidores de comando e controle voltados à espionagem de celulares Android. Por meio de malwares como o Flying Eagle e sua nova versão, o Night Dragon, os invasores conseguem obter controle total sobre os aparelhos, realizando desde a captura de telas e registro de senhas até o acesso irrestrito a arquivos pessoais. A distribuição ocorre via engenharia social, com a disseminação de aplicativos falsos que imitam instituições financeiras e órgãos governamentais. O modelo de negócio dos criminosos é baseado na venda do código-fonte em canais do Telegram, onde os desenvolvedores retêm até 50% dos valores subtraídos das vítimas. A persistência dessa infraestrutura, mesmo após alertas de segurança, destaca a evolução constante das ameaças digitais e a necessidade de maior cautela no download de aplicativos.
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