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Justiça do Novo México condena Meta a pagar US$ 567 milhões por danos a jovens

Decisão judicial determina indenização bilionária e restrições de uso para menores de idade em plataformas da Meta devido a riscos à saúde mental.

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Foto: G1 - Economia
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06/08 às 21:02 · atualizado 07/08 às 08:33

Pontos principais

  • A Meta foi condenada a pagar US$ 567 milhões destinados a tratamentos de saúde mental e ações de prevenção para jovens.
  • O valor total da condenação judicial no Novo México chega a US$ 942 milhões, somando-se a uma multa anterior de US$ 375 milhões.
  • A sentença exige que a Meta aprimore mecanismos de verificação de idade e crie canais de denúncia para perfis suspeitos.
  • Menores de 18 anos no estado terão o uso das plataformas limitado a um máximo de 90 horas mensais.
  • A decisão proíbe o envio de notificações push para usuários menores de idade entre 22h e 7h.
  • O tribunal considerou que as práticas de design e moderação da empresa criaram um transtorno público que prejudica adolescentes.
  • O WhatsApp foi excluído das medidas restritivas por não apresentar o mesmo comportamento de recomendação de conteúdos das outras redes.
  • A Meta declarou que discorda da sentença e planeja recorrer da decisão judicial.
  • O caso faz parte de uma série de ações movidas por estados americanos contra a gigante de tecnologia sobre segurança infantil.

Um tribunal do Novo México condenou a Meta ao pagamento de US$ 567 milhões em indenizações, responsabilizando a empresa por danos à saúde mental de jovens e pela criação de um transtorno público em suas plataformas. A decisão, proferida pelo juiz Bryan Biedscheid, estabelece que o montante será destinado a um fundo de cinco anos focado em serviços de tratamento, conscientização e prevenção para adolescentes impactados pelas redes sociais da companhia. Esta penalidade se soma a uma condenação anterior de US$ 375 milhões emitida pelo mesmo tribunal em março, elevando o impacto financeiro total do processo para US$ 942 milhões.

Além da compensação financeira, a sentença impõe mudanças operacionais significativas para usuários menores de 18 anos no estado. Entre as medidas, destaca-se a limitação do uso das plataformas a 90 horas mensais e a proibição de notificações push durante o período noturno, entre 22h e 7h. O tribunal também determinou que a Meta deve aprimorar seus sistemas de verificação de idade e implementar canais mais eficazes para a denúncia de perfis suspeitos, visando mitigar a exposição de menores a predadores e conteúdos prejudiciais.

Embora a decisão tenha sido celebrada por autoridades locais como um marco na proteção digital, a Meta manifestou discordância imediata com o veredito. A empresa afirmou que planeja recorrer da decisão, defendendo seu histórico de segurança e alegando que trabalha continuamente para proteger usuários jovens em seus aplicativos. O caso é um dos desdobramentos mais severos de uma onda de litígios movidos por mais de 30 estados americanos, que buscam responsabilizar as gigantes de tecnologia pelo impacto de seus algoritmos e funcionalidades na saúde mental e na segurança de menores de idade nos Estados Unidos.

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