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Justiça do Novo México condena Meta a pagar US$ 567 milhões por danos a jovens

Decisão judicial determina que a empresa financie tratamentos de saúde mental e aprimore a segurança de menores em suas plataformas após processo no Novo México.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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06/08 às 21:02 · atualizado 23:02

Pontos principais

  • A Meta foi condenada a pagar US$ 567 milhões destinados a um fundo de saúde mental e prevenção para jovens.
  • O processo, iniciado em 2023 pelo procurador-geral Raúl Torrez, responsabiliza a empresa por danos causados a menores.
  • A sentença exige que a companhia melhore mecanismos de verificação de idade e crie canais de denúncia para perfis suspeitos.
  • O juiz Bryan Biedscheid não impôs alterações nos algoritmos de recomendação, citando proteções constitucionais.
  • O montante de US$ 567 milhões será aplicado ao longo de cinco anos em serviços de tratamento e programas de conscientização.
  • A Meta informou que discorda da decisão judicial e planeja recorrer da sentença.
  • O tribunal considerou que as plataformas da empresa criaram um transtorno público que afeta o bem-estar de adolescentes.

Um juiz do estado do Novo México, nos Estados Unidos, condenou a Meta ao pagamento de US$ 567 milhões em uma ação civil que responsabiliza a gigante de tecnologia pelos danos causados à saúde mental de jovens em suas plataformas. A decisão, proferida pelo magistrado Bryan Biedscheid, determina que os recursos sejam destinados a um fundo voltado para o tratamento de saúde mental, além de financiar programas de prevenção, triagem e conscientização para adolescentes ao longo dos próximos cinco anos. O processo, movido pelo procurador-geral do estado, Raúl Torrez, em 2023, argumentou que as práticas de design e moderação da empresa contribuíram para um transtorno público que prejudica o bem-estar de menores de idade.

Além da condenação financeira, a sentença impõe obrigações operacionais à Meta, exigindo o aprimoramento dos mecanismos de verificação de idade e a implementação de canais mais eficazes para a denúncia de perfis suspeitos. No entanto, o tribunal optou por não determinar mudanças diretas nos algoritmos de recomendação da companhia, citando proteções constitucionais que limitam a interferência judicial no funcionamento técnico das plataformas. O WhatsApp, por sua vez, foi excluído das medidas punitivas específicas por não apresentar o mesmo comportamento de recomendação de conteúdos que o Facebook e o Instagram.

A decisão representa um marco na crescente pressão regulatória que a Meta enfrenta globalmente em relação à segurança de usuários jovens. Embora a empresa tenha declarado que discorda da sentença e que pretende recorrer, o veredito reforça a tendência de tribunais americanos em responsabilizar empresas de redes sociais pelos impactos de seus produtos na saúde pública. O caso no Novo México é visto como um precedente importante para futuras disputas legais sobre a responsabilidade das big techs na proteção de menores no ambiente digital.

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