Estudo da USP analisa ataques de grupos extremistas à ciência
Pesquisadores investigam como redes sociais são usadas para disseminar desinformação e minar a confiança pública em instituições acadêmicas.
Pontos principais
- Pesquisa da USP mapeia estratégias de grupos de extrema-direita contra o conhecimento científico.
- O estudo identifica o uso de redes sociais para a mobilização de desinformação.
- O fenômeno é associado à radicalização política e à erosão da confiança em evidências.
- O trabalho busca compreender os mecanismos que propagam o ódio contra a produção de saber.
Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) explora a crescente relação entre discursos extremistas e ataques sistemáticos ao conhecimento científico. A análise detalha como grupos de extrema-direita utilizam plataformas de redes sociais como ferramentas estratégicas para disseminar desinformação e deslegitimar instituições acadêmicas. Segundo os pesquisadores, o fenômeno está diretamente ligado a processos de radicalização política que visam erodir a confiança pública em evidências científicas. O trabalho busca mapear os mecanismos de comunicação que permitem a propagação de narrativas hostis contra a produção de saber, destacando como o ataque ao conhecimento se tornou um elemento central na agenda desses grupos. A pesquisa ressalta a importância de compreender essas dinâmicas para proteger a integridade das instituições de pesquisa e o debate público baseado em fatos.
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