Aliança entre EUA e Marrocos ganha relevância em meio à crise em Ceuta
A parceria estratégica entre Washington e Rabat influencia a geopolítica regional e a gestão da crise migratória na fronteira espanhola.
Pontos principais
- A aliança bilateral é fundamentada no Tratado de Amizade e Paz de 1786.
- Os EUA apoiam a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental como pilar central da cooperação.
- O Marrocos é um parceiro chave para Washington em segurança, inteligência e antiterrorismo.
- A gestão Trump evitou críticas ao Marrocos durante o fluxo migratório em Ceuta, que registrou mais de 70 mil entradas.
- O rei Mohammed 6º homenageou Donald Trump ao nomear uma rodovia no Saara Ocidental em sua honra.
A aliança entre Estados Unidos e Marrocos, consolidada desde o Tratado de Amizade e Paz de 1786, tornou-se um eixo central da política externa no Norte da África. Sob a gestão do presidente Donald Trump, essa parceria foi reforçada pelo reconhecimento americano da soberania marroquina sobre o Saara Ocidental, gesto que estreitou os laços diplomáticos entre as nações. O Marrocos consolidou-se como um aliado estratégico indispensável para Washington em temas de segurança, inteligência e combate ao terrorismo, especialmente em um cenário de tensões sobre o uso de bases da Otan na região. Esse vínculo ganhou destaque recente durante a crise migratória em Ceuta, onde o governo dos EUA optou por não criticar Rabat, focando suas ressalvas nas políticas migratórias da Espanha. A proximidade é evidenciada por gestos simbólicos, como a nomeação de uma rodovia no Saara Ocidental em homenagem a Trump.
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