Austrália concede cidadania a jogadoras iranianas que protestaram
Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanisadeh receberam cidadania australiana após pedirem asilo por protestarem contra o hino nacional durante a Copa da Ásia.
Pontos principais
- As atletas Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanisadeh foram oficialmente naturalizadas cidadãs australianas.
- O pedido de asilo ocorreu após as jogadoras se recusarem a cantar o hino nacional iraniano durante a Copa da Ásia.
- Devido ao ato de dissidência, as esportistas foram classificadas como traidoras pelo governo do Irã.
- As duas faziam parte de um grupo de sete integrantes da delegação que buscou proteção na Austrália no ano passado.
- Cinco das sete jogadoras que solicitaram vistos humanitários desistiram do processo e retornaram ao Irã.
- A concessão da cidadania encerra o trâmite legal de refúgio, garantindo proteção permanente às atletas.
O governo da Austrália concedeu a cidadania a Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanisadeh, ex-jogadoras da seleção iraniana de futebol feminino que buscaram proteção no país durante a Copa da Ásia. As atletas decidiram não retornar ao Irã após terem protestado contra o hino nacional durante a competição, um ato de dissidência que levou o governo iraniano a classificá-las como traidoras. A naturalização das esportistas foi confirmada nesta quinta-feira (6), marcando o desfecho de um processo iniciado após o término do torneio internacional.
O grupo inicial que buscou asilo era composto por sete integrantes da delegação, das quais cinco acabaram desistindo do pedido e retornando ao território iraniano. A permanência de Pasandideh e Ramezanisadeh reflete a busca por refúgio diante das restrições e das consequências políticas enfrentadas por atletas que se manifestam contra as diretrizes de Teerã em solo estrangeiro. Com a cidadania australiana, as jogadoras garantem proteção permanente e a possibilidade de reconstruir suas vidas fora do ambiente de pressão que motivou a decisão de não retornar ao país de origem.
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