Comitê do Senado vota por desacato contra Anthony Fauci
O Comitê de Segurança Interna do Senado aprovou a recomendação de desacato contra Anthony Fauci após o ex-diretor do NIAID invocar a Quinta Emenda em audiência.
Pontos principais
- A votação no Comitê de Segurança Interna do Senado foi aprovada por 8 votos a 5.
- Fauci recusou-se a responder perguntas sobre a gestão da pandemia e pesquisas financiadas na China.
- O ex-diretor do NIAID invocou a Quinta Emenda durante o depoimento, apesar de possuir um perdão preventivo.
- O comitê obteve acesso a uma cópia de backup do iPhone utilizado por Fauci durante a crise sanitária.
- O senador Rand Paul lidera a iniciativa e pretende encaminhar o caso ao Departamento de Justiça.
- Democratas criticaram a medida, alegando riscos à integridade de futuras audiências parlamentares.
- A investigação foca na origem da Covid-19 e em possíveis pesquisas de ganho de função.
O Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos Estados Unidos aprovou, por 8 votos a 5, a recomendação de declarar Anthony Fauci em desacato ao Congresso. A decisão ocorre após o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) se recusar a responder a questionamentos de parlamentares republicanos sobre a gestão da pandemia de Covid-19 e o financiamento de pesquisas em laboratórios na China, optando por invocar a Quinta Emenda em repetidas ocasiões. O senador Rand Paul, um dos principais críticos de Fauci, lidera o esforço para que o Departamento de Justiça analise a possibilidade de um processo criminal contra o ex-servidor público.
Paralelamente à votação, o comitê confirmou que obteve acesso a uma cópia de backup do iPhone utilizado por Fauci durante o período em que esteve à frente do NIAID. O dispositivo contém dados referentes à resposta do governo à crise sanitária em 2020, material que deve ser submetido a uma análise detalhada pelos investigadores. Enquanto os republicanos sustentam que a medida é necessária para garantir a transparência sobre a origem da pandemia e o manejo de recursos públicos, parlamentares democratas argumentam que a ação possui motivação política e pode comprometer a autoridade de futuras audiências de supervisão parlamentar.
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