Comitê do Senado dos EUA aprova desacato contra Anthony Fauci
Comissão do Senado votou pela declaração de desacato contra Anthony Fauci após o médico se recusar a responder perguntas sobre a gestão da pandemia de Covid-19.
Pontos principais
- A Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado aprovou a moção de desacato.
- A decisão foi motivada pela recusa de Fauci em responder questionamentos durante audiência parlamentar.
- O médico invocou a Quinta Emenda mais de 100 vezes para evitar responder sobre a origem da Covid-19.
- O senador Rand Paul argumenta que o indulto concedido por Joe Biden em 2025 invalidaria a proteção constitucional de Fauci.
- O caso será encaminhado ao Departamento de Justiça para análise de possível acusação criminal.
- A aprovação no plenário do Senado enfrenta resistência política de parlamentares democratas.
- Fauci permanece sob investigação em estados como Louisiana, Flórida e Alabama, que não são afetados pelo perdão federal.
A Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos Estados Unidos aprovou formalmente um pedido de desacato contra o médico Anthony Fauci. A medida ocorre após o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas se recusar a responder a mais de 100 perguntas durante uma audiência realizada no final de julho, na qual invocou repetidamente a Quinta Emenda da Constituição americana para permanecer em silêncio sobre a gestão e a origem da pandemia de Covid-19. O senador Rand Paul, um dos principais críticos de Fauci, defendeu a moção argumentando que o indulto preventivo concedido pelo ex-presidente Joe Biden em 2025 tornaria inválida a proteção constitucional utilizada pelo médico. Com a aprovação na comissão, o processo segue agora para o Departamento de Justiça, que avaliará a viabilidade de uma acusação criminal. Analistas políticos apontam que a tramitação no plenário do Senado deve enfrentar obstáculos devido à oposição democrata, que questiona a motivação política do processo. Além da esfera federal, Fauci segue enfrentando investigações estaduais em jurisdições como Flórida, Alabama e Louisiana, onde o perdão presidencial federal não possui efeito legal. O caso reflete a polarização contínua sobre a resposta sanitária dos EUA e a gestão da crise pandêmica sob a administração anterior.
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