Teoria de Wicksell explica apetite por dívida de US$ 40 tri dos EUA
Análise do Deutsche Bank associa o alto retorno em tecnologia à sustentação da dívida pública americana, que já supera US$ 40 trilhões.
Pontos principais
- A dívida pública dos EUA atingiu a marca de US$ 39,77 trilhões, com custos semanais de juros de US$ 24 bilhões.
- O Deutsche Bank utiliza a teoria da taxa natural de juros de Knut Wicksell para explicar o atual cenário macroeconômico.
- O alto retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) no setor de tecnologia e IA atrai investidores, financiando o déficit do governo.
- Especialistas como Jamie Dimon e Ray Dalio alertam para riscos caso o crescimento econômico não acompanhe o ritmo do endividamento.
Uma análise recente do Deutsche Bank recorre à teoria da taxa natural de juros, formulada por Knut Wicksell em 1898, para compreender a resiliência da dívida pública dos EUA, que atualmente ultrapassa US$ 40 trilhões. O estudo sugere que o forte desempenho do setor de tecnologia e de inteligência artificial tem mantido o apetite dos investidores pelos títulos americanos, criando um ciclo onde o sucesso tecnológico demanda mais capital e, consequentemente, maior endividamento estatal. Embora o modelo explique a sustentação atual do déficit, figuras influentes do mercado financeiro, como Jamie Dimon e Ray Dalio, expressam preocupação. Eles alertam que a percepção de risco pode mudar drasticamente se o crescimento econômico do país não for capaz de acompanhar o ritmo acelerado das despesas com juros, que já somam US$ 24 bilhões semanais.
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