Natura é multada por tentar manipular IA do Judiciário com comandos
Empresa foi condenada por litigância de má-fé após inserir comandos ocultos em petições para enviesar a análise de sistemas de inteligência artificial.
Pontos principais
- O Juizado Especial Cível de Rio Negrinho aplicou multa de R$ 5 mil à Natura por uso de prompt injection.
- A técnica visava manipular a interpretação automatizada de documentos judiciais pelo sistema do tribunal.
- O caso foi encaminhado à OAB para investigar a conduta ética dos advogados responsáveis pela petição.
- A Natura declarou ter notificado o escritório terceirizado e reforçado diretrizes sobre o uso ético de tecnologia.
A Natura foi condenada por litigância de má-fé após utilizar a técnica de prompt injection em documentos judiciais. A prática consistia na inserção de comandos ocultos nas petições, projetados para manipular a análise automatizada realizada por sistemas de inteligência artificial do Poder Judiciário. O Juizado Especial Cível de Rio Negrinho impôs uma multa de R$ 5 mil à companhia pelo episódio. O tribunal também determinou o encaminhamento do caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para apurar a conduta dos advogados envolvidos. Em resposta, a Natura informou que notificou o escritório de advocacia responsável pela peça processual e reforçou treinamentos internos sobre o uso responsável de ferramentas tecnológicas. Especialistas apontam que a tentativa de manipular IAs em processos judiciais tem se tornado um desafio crescente para a ética processual no Brasil, exigindo maior vigilância sobre a integridade dos dados submetidos aos sistemas automatizados.
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