Disputa entre herdeiros ameaça império de € 40 bi da Delfin
Conflitos familiares na holding Delfin, controladora da EssilorLuxottica, colocam em risco a governança e o futuro do conglomerado de € 40 bilhões.
Pontos principais
- A morte de Leonardo Del Vecchio deixou a gestão da holding Delfin dividida entre oito herdeiros.
- A estrutura de sucessão exige quase unanimidade para decisões, gerando paralisia administrativa.
- Tentativa de Leonardo Maria Del Vecchio de comprar a parte dos irmãos fracassou devido a divergências e queda nas ações.
- A família avalia separar os ativos industriais, como a EssilorLuxottica, dos investimentos financeiros.
- A EssilorLuxottica enfrenta pressão nas vendas, apesar da parceria estratégica com a Meta em óculos inteligentes.
A morte do fundador Leonardo Del Vecchio desencadeou uma crise de governança na Delfin Sarl, holding que controla a gigante de óculos EssilorLuxottica e detém participações estratégicas no setor financeiro italiano. Com um patrimônio avaliado em € 40 bilhões, o império enfrenta um impasse sucessório, já que a estrutura de governança exige quase unanimidade entre os oito herdeiros para decisões cruciais, resultando em um poder de veto que paralisa a gestão. Recentemente, uma tentativa de reorganização acionária liderada por Leonardo Maria Del Vecchio falhou, agravada pela desvalorização das ações da companhia. Diante do cenário, a família estuda dividir o conglomerado, separando os ativos industriais dos financeiros. A instabilidade ocorre em um momento delicado para a EssilorLuxottica, que busca retomar o crescimento de vendas enquanto aposta no desenvolvimento de óculos inteligentes com IA em parceria com a Meta.
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