Herdeiros da Ray-Ban disputam controle de holding em Luxemburgo
Uma disputa judicial bilionária envolvendo a família Del Vecchio, fundadora da Ray-Ban, ameaça o controle da holding Delfin, principal acionista da EssilorLuxottica.
Pontos principais
- Rocco Basilico, um dos herdeiros, contestou na Justiça de Luxemburgo um acordo de 10 bilhões de euros para reorganizar o controle da holding Delfin.
- A ação alega irregularidades na votação que autorizou a transferência de participações dentro da holding.
- A disputa envolve a tentativa de Leonardo Maria Del Vecchio de ampliar sua influência na Delfin comprando participações de seus irmãos.
- Basilico argumenta que a aprovação da operação não seguiu o quórum estatutário de 88% dos votos, sendo aprovada com 75%.
- Caso o acordo seja mantido, Leonardo Maria Del Vecchio se tornará o maior acionista individual da Delfin, com 37,5%.
Herdeiros da família Del Vecchio, fundadora da Ray-Ban, estão envolvidos em uma disputa judicial bilionária em Luxemburgo pelo controle da holding familiar Delfin, principal acionista da EssilorLuxottica. Rocco Basilico, um dos herdeiros, contestou na Justiça um acordo de 10 bilhões de euros (R$ 57,66 bilhões) que visa reorganizar o controle da Delfin, alegando irregularidades na votação que autorizou a transferência de participações.
A ação judicial questiona a validade da aprovação da operação, argumentando que ela não atingiu o quórum estatutário de 88% dos votos, sendo aprovada com apenas 75%. A disputa centraliza-se na tentativa de Leonardo Maria Del Vecchio de ampliar sua influência na Delfin por meio da compra de participações de seus irmãos. Se o acordo for mantido, Leonardo Maria se tornará o maior acionista individual da holding, com 37,5%.
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