Senado debate memória do Holocausto Cigano e combate ao anticiganismo
Audiência pública no Senado discute a memória do extermínio cigano e propõe medidas para combater o racismo e a invisibilidade desses povos no Brasil.
Pontos principais
- A audiência pública, proposta pela senadora Damares Alves, focou na perseguição histórica aos povos rom e sinti durante o regime nazista.
- Especialistas apontaram que o anticiganismo persiste como forma de racismo, manifestando-se em exclusão social e estereótipos.
- Debatedores defenderam a criação de um Dia Nacional em Memória do Holocausto Cigano e um plano nacional de combate ao preconceito.
- Foi destacada a necessidade de maior visibilidade estatística dos povos ciganos, que carecem de inclusão adequada em censos nacionais.
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal realizou, nesta terça-feira (4), audiência pública para debater a memória do Holocausto Cigano. Proposto pela senadora Damares Alves, o encontro buscou conscientizar sobre o extermínio sistemático de populações rom e sinti, defendendo a preservação histórica como ferramenta essencial para a justiça e a educação. Durante o debate, especialistas enfatizaram que o anticiganismo permanece como uma forma ativa de racismo no Brasil, resultando em exclusão e estigmatização.
Além de resgatar a memória das vítimas, os participantes propuseram a criação de um Dia Nacional em Memória do Holocausto Cigano e a implementação de um plano nacional de combate ao anticiganismo. Outro ponto central foi a crítica à invisibilidade estatística desses povos, que enfrentam dificuldades de representação em censos nacionais, dificultando a formulação de políticas públicas eficazes para a proteção de seus direitos.
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