Senado debate construção do Memorial dos Lanceiros Negros no RS
Audiência pública discute a criação de memorial em Pinheiro Machado para homenagear escravizados que lutaram na Revolução Farroupilha.
Pontos principais
- O debate foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos do Senado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
- O projeto homenageia os escravizados que lutaram na Revolução Farroupilha e foram vítimas do Massacre de Porongos em 1844.
- O Iphan prevê a conclusão do tombamento do território de Porongos como patrimônio cultural nacional para 2026.
- A Fundação Cultural Palmares disponibilizou o projeto arquitetônico do memorial, escolhido via concurso público.
- Discussões incluíram o uso de recursos do Fundo Nacional de Reparação Econômica para viabilizar a construção.
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal realizou uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para discutir a implementação do Memorial dos Lanceiros Negros. O projeto, que será sediado no município de Pinheiro Machado, busca resgatar a memória histórica da participação de escravizados na Revolução Farroupilha e prestar uma homenagem às vítimas do Massacre de Porongos, ocorrido em 1844. Durante o encontro, parlamentares e representantes da sociedade civil destacaram a importância da obra como um ato de reparação histórica e combate ao silenciamento sobre a contribuição negra no conflito gaúcho.
Além da relevância simbólica, o debate focou em estratégias práticas para a viabilização do monumento. A Fundação Cultural Palmares apresentou o projeto arquitetônico selecionado por concurso, enquanto órgãos de patrimônio discutiram o financiamento da obra, incluindo a possibilidade de utilizar verbas do Fundo Nacional de Reparação Econômica. Paralelamente, o Iphan reforçou que o processo de tombamento do território de Porongos como patrimônio cultural nacional deve ser finalizado ainda em 2026, consolidando a preservação do local que, segundo participantes da audiência, sofria com o abandono e a falta de reconhecimento oficial.
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