PF mira grupo suspeito de desmatar 10 mil hectares na Amazônia
Operação investiga uso de químicos para desmatamento ilegal no Pará, com prejuízo ambiental estimado em R$ 469 milhões.
Pontos principais
- A Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em ações no Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.
- O grupo é acusado de utilizar herbicidas para eliminar vegetação nativa e burlar a fiscalização aérea.
- A área desmatada ilegalmente ultrapassa 10 mil hectares na região de Uruará, no Pará.
- O dano ambiental causado pela rede criminosa foi avaliado pelas autoridades em R$ 469 milhões.
- As investigações focam em desarticular a estrutura logística e o financiamento dos responsáveis pelo crime.
A Polícia Federal deflagrou uma operação para desmantelar uma rede criminosa especializada em desmatamento ilegal na região de Uruará, no Pará. A investigação aponta que o grupo utilizava substâncias químicas, como herbicidas, para eliminar a vegetação nativa de forma acelerada, uma técnica sofisticada adotada para evitar a detecção por meio de fiscalização aérea tradicional. O objetivo da prática era converter rapidamente as áreas florestais em terras para atividades agropecuárias ilegais. Ao todo, a organização é suspeita de ter destruído mais de 10 mil hectares de floresta, gerando um prejuízo ambiental estimado em R$ 469 milhões. Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares em três estados brasileiros, com o intuito de identificar os responsáveis pelo financiamento e pela logística do esquema criminoso.
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