Drones e inteligência artificial aceleram seleção de milho resistente à seca
Pesquisadores brasileiros utilizam drones e IA para identificar variedades de milho tolerantes à seca, otimizando o melhoramento genético agrícola.
Pontos principais
- O projeto foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC).
- A metodologia combina imagens captadas por drones com modelos de inteligência artificial treinados em campo.
- O sistema reduz significativamente o tempo e os custos necessários para a seleção de materiais genéticos.
- A tecnologia possui potencial de adaptação para outras culturas agrícolas além do milho.
Uma nova metodologia desenvolvida pelo Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC), uma parceria entre Embrapa, Fapesp e Unicamp, promete revolucionar o melhoramento genético de plantas. O sistema utiliza drones equipados com câmeras RGB e multiespectrais para monitorar lavouras de milho, coletando dados que são processados por modelos de inteligência artificial. Essa abordagem permite identificar com maior precisão e rapidez quais variedades apresentam maior tolerância ao estresse hídrico. A inovação é fundamental para a segurança alimentar diante das mudanças climáticas, pois acelera a entrega de sementes mais resilientes ao mercado. Embora o foco inicial seja o milho, os pesquisadores indicam que a técnica pode ser adaptada para outras espécies, desde que sejam realizados ajustes específicos para as particularidades biológicas de cada cultura.
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