Conab eleva estimativa de safra para 360,1 milhões de toneladas
Mesmo com atrasos na colheita de milho e alertas climáticos, a produção nacional de grãos deve crescer 2,2% na temporada 2025/26.
Pontos principais
- A estimativa da safra de grãos 2025/26 foi elevada para 360,1 milhões de toneladas pela Conab.
- A produção de soja alcançou 180,6 milhões de toneladas, impulsionada por expansão de área e clima favorável.
- A colheita do milho de inverno atinge 38,9% da área, apresentando atraso de 2,8 pontos percentuais frente ao ano anterior.
- O Inmet emitiu alertas de chuvas intensas no Norte e Nordeste e de geadas para o Sul e partes do Sudeste.
- O fenômeno El Niño deve manter condições climáticas extremas até fevereiro de 2027, impactando o déficit hídrico nas regiões centrais.
- A produção de arroz e trigo registra queda, com reduções de 13,1% e 23,5%, respectivamente.
- O abastecimento do mercado doméstico permanece assegurado, segundo a Conab.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a projeção da safra de grãos 2025/26, que agora deve atingir 360,1 milhões de toneladas. O desempenho positivo é sustentado principalmente pela produção de soja, que totalizou 180,6 milhões de toneladas. Apesar do crescimento de 2,2% em relação à temporada anterior, o setor enfrenta desafios logísticos e climáticos, com a colheita do milho de inverno operando em ritmo mais lento que o registrado no ano passado, atingindo 38,9% da área semeada. Enquanto o milho verão está praticamente finalizado, a produtividade da segunda safra de milho nas regiões centrais do país segue sob pressão devido ao déficit hídrico.
O cenário meteorológico para os próximos meses permanece complexo, com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) monitorando os efeitos do fenômeno El Niño, que deve perdurar até fevereiro de 2027. Enquanto o litoral do Nordeste e partes do Norte enfrentam chuvas intensas, o Centro-Oeste lida com um clima mais seco que, embora beneficie a maturação do algodão, eleva o risco de queimadas e impacta pastagens. No Sul, o excesso de umidade favorece as culturas de inverno, mas exige atenção redobrada contra doenças fúngicas. Apesar dessas variações regionais e da queda na produção de arroz e trigo, a Conab reforça que a oferta interna de alimentos está garantida para o mercado doméstico.
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