Ex-comandante da FAB detalha resistência a planos golpistas em livro
O tenente-brigadeiro Carlos Baptista Junior revela em nova obra como resistiu a pressões de Jair Bolsonaro por uma ruptura institucional em 2022.
Pontos principais
- O livro 'Eu Disse Não' narra bastidores de reuniões no Palácio da Alvorada sobre medidas de exceção.
- Baptista Junior afirma ter mantido a neutralidade das Forças Armadas contra investidas golpistas.
- O relato aponta que o general Freire Gomes alertou Bolsonaro sobre riscos de prisão.
- O autor cita que o almirante Almir Garnier teria se mostrado disposto a apoiar o plano de ruptura.
Em seu novo livro, 'Eu Disse Não', o ex-comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos Baptista Junior, expõe os bastidores da crise institucional que marcou o fim do governo de Jair Bolsonaro. O militar detalha reuniões ocorridas no Palácio da Alvorada e no Ministério da Defesa, onde foram discutidas minutas golpistas e medidas de exceção. Segundo o autor, enquanto ele e o general Freire Gomes resistiram às pressões pela ruptura democrática, alertando o então presidente sobre as consequências jurídicas, o almirante Almir Garnier teria sinalizado apoio às intenções golpistas. A obra busca registrar o papel das Forças Armadas durante o período de transição e a tentativa de preservação da neutralidade institucional diante das pressões políticas. O relato oferece uma perspectiva interna sobre os eventos que culminaram nos episódios do 8 de janeiro, reforçando o histórico da resistência militar aos planos de ruptura.
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