Carros elétricos têm perda total decretada após colisões leves
O alto custo de reparo e a complexidade das baterias levam seguradoras a declarar perda total em elétricos após danos no assoalho do veículo.
Pontos principais
- Danos no assoalho, onde ficam as baterias, são considerados riscos críticos de segurança.
- A substituição de baterias pode superar R$ 200 mil, tornando o conserto financeiramente inviável.
- Manutenção de veículos elétricos é, em média, 31% mais cara que a de modelos a combustão.
- Seguradoras aplicam perda total quando o custo do reparo excede 70% do valor de mercado do carro.
Proprietários de veículos elétricos têm enfrentado dificuldades com seguradoras após colisões de baixa intensidade. O problema central reside na localização das baterias, instaladas na parte inferior do chassi. Qualquer impacto significativo nessa região é tratado como um risco severo à integridade do sistema, exigindo protocolos de segurança rigorosos. Como o custo para substituir o conjunto de baterias pode ultrapassar R$ 200 mil, o reparo frequentemente se torna financeiramente inviável para as companhias de seguro. De acordo com as normas do setor, a perda total é decretada sempre que o valor do conserto supera 70% do preço de mercado do automóvel. Esse cenário reflete um desafio estrutural para o mercado de elétricos, visto que a manutenção desses modelos é, em média, 31% mais onerosa do que a de veículos equipados com motores a combustão, impactando diretamente o custo do seguro e a viabilidade de reparos simples.
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