Ataques de Israel em Gaza matam nove pessoas após anúncio de Trump
Bombardeios israelenses atingiram Gaza deixando ao menos nove mortos, mesmo após o presidente Donald Trump afirmar que houve avanços nas negociações de cessar-fogo.
Pontos principais
- Ataques aéreos israelenses atingiram áreas como Cidade de Gaza, Khan Younis e Deir el-Balah.
- Ao menos nove palestinos morreram nas operações militares realizadas nos últimos dois dias.
- O presidente Donald Trump havia anunciado recentemente progressos em um roteiro de 15 pontos para o cessar-fogo.
- O ministro de Energia de Israel, Eli Cohen, negou a existência de um acordo para interromper as operações militares.
- Israel mantém o controle de cerca de 70% do território de Gaza e defende a continuidade das ações contra o Hamas.
- O Hamas condiciona o avanço do acordo de paz à retirada total das tropas israelenses da região.
- Autoridades palestinas reportam mais de 1.200 mortes desde o cessar-fogo de outubro, enquanto Israel contabiliza quatro soldados mortos no período.
A escalada militar na Faixa de Gaza resultou na morte de pelo menos nove palestinos após dois dias consecutivos de ataques aéreos israelenses. A ofensiva ocorre em um momento de divergência diplomática, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar publicamente que houve avanços significativos nas negociações para um cessar-fogo na região. As operações atingiram pontos estratégicos, incluindo a Cidade de Gaza, Khan Younis e Deir el-Balah, intensificando a tensão no conflito.
Contrariando as expectativas geradas pelo anúncio da Casa Branca, o governo de Israel negou a existência de qualquer pacto para interromper as hostilidades. O ministro de Energia israelense, Eli Cohen, afirmou que o país não possui um acordo de cessar-fogo e defendeu a manutenção da presença militar israelense no território, onde o exército já controla cerca de 70% da área. Enquanto o Hamas exige a retirada completa das tropas como condição para avançar em um acordo de desarmamento, a continuidade dos bombardeios sublinha a fragilidade das tratativas diplomáticas mediadas pelos EUA e o impasse persistente entre as partes.
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