Safra dos EUA deve elevar volatilidade no mercado global de soja
Produção americana e demanda chinesa devem ditar o ritmo dos preços da soja no segundo semestre de 2026, segundo a Safras & Mercado.
Pontos principais
- A safra de soja dos EUA tem projeção de produção entre 121 e 121,5 milhões de toneladas.
- O volume de importações da China é apontado como o principal fator para o equilíbrio dos preços internacionais.
- A demanda por óleo de soja para a produção de biodiesel impulsiona o consumo interno nos Estados Unidos.
- Produtores brasileiros já comercializaram mais de 70% da safra atual, mantendo uma posição de mercado favorável.
- Condições climáticas relacionadas ao fenômeno El Niño seguem sob monitoramento como risco para a produtividade no Brasil.
O mercado internacional de soja prepara-se para um período de maior volatilidade no segundo semestre de 2026. De acordo com análises da Safras & Mercado, a combinação entre a robusta safra americana, estimada em até 121,5 milhões de toneladas, e a incerteza sobre o volume de compras da China deve pressionar as cotações globais. Paralelamente, o aquecimento do consumo interno nos Estados Unidos, motivado pela crescente demanda por óleo de soja para a indústria de biodiesel, altera a dinâmica de exportação do país. Para os produtores brasileiros, o cenário atual é de estabilidade, uma vez que mais de 70% da safra já foi comercializada. Contudo, o setor permanece atento aos riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que pode impactar a próxima safra nacional e influenciar a oferta global do grão.
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