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Gianni Infantino desiste de vender direitos da Copa do Mundo

Após forte pressão internacional e ameaças de boicote, o presidente da FIFA abandonou o plano de privatizar parte dos lucros do torneio mundial.

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Foto: InvestNews
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01/08 às 03:01 · atualizado 15:01

Pontos principais

  • Gianni Infantino desistiu da proposta de vender 20% da FIFA Forward Enterprise por US$ 4,2 bilhões.
  • A Thrive Capital, de Joshua Kushner, era apontada como a principal investidora interessada no negócio.
  • A UEFA liderou a oposição ao projeto, chegando a ameaçar boicotes a competições oficiais da entidade.
  • Críticos argumentam que a FIFA possui reservas bilionárias, tornando desnecessário o aporte de capital privado.
  • O diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour, classificou o projeto como uma iniciativa isolada de Infantino.
  • Carlos Cordeiro, presidente da U.S. Soccer, renunciou ao cargo durante o ápice da crise interna.
  • O recuo fragilizou a posição de Infantino, gerando especulações sobre sua sucessão na presidência da FIFA.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, abandonou oficialmente o controverso plano de vender 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo para investidores privados. A proposta, que visava arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões através da venda de uma fatia da unidade 'FIFA Forward Enterprise', enfrentou uma resistência sem precedentes por parte de federações nacionais, ligas e, principalmente, da UEFA. A entidade europeia argumentou que o futebol não deveria estar à venda e chegou a ameaçar boicotar competições oficiais caso o acordo com fundos de private equity, como a Thrive Capital, fosse concretizado.

A desistência marca um recuo estratégico significativo para a gestão de Infantino, que ocupa a presidência da organização desde 2016. Críticos da medida apontaram que a FIFA já registra receitas recordes e mantém reservas financeiras robustas, o que tornaria a entrada de capital externo desnecessária e prejudicial à governança do esporte. Além da pressão externa, a iniciativa revelou fissuras internas na cúpula da entidade, com o diretor de operações, Kevin Lamour, criticando publicamente o projeto e classificando-o como uma manobra isolada do dirigente máximo.

O fracasso do plano colocou a liderança de Infantino sob intenso escrutínio, levantando questionamentos sobre sua continuidade no cargo. A crise resultou na renúncia de figuras influentes, como o presidente da U.S. Soccer, Carlos Cordeiro, e abriu espaço para debates sobre possíveis nomes para uma sucessão na presidência. Com a proximidade de eventos globais, como a Copa do Mundo Feminina de 2027, o episódio é visto por analistas como o momento mais crítico da gestão de Infantino, deixando sua posição fragilizada diante das próximas movimentações políticas dentro da organização.

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