Onda migratória em Ceuta deixa ao menos 10 mortos
Cerca de 4 mil migrantes cruzaram a fronteira entre Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta, forçando o envio de tropas militares à região.
Pontos principais
- A travessia de 4 mil pessoas ocorreu na última quinta-feira, majoritariamente composta por jovens marroquinos.
- Pelo menos 10 mortes foram confirmadas durante a tentativa de chegar ao território espanhol pelo mar.
- O governo da Espanha mobilizou o Exército para reforçar a segurança e auxiliar a Guarda Civil na fronteira.
- A União Europeia avalia ampliar a atuação da agência Frontex para conter o fluxo migratório no enclave.
- Autoridades investigam se redes de tráfico humano organizaram a travessia em massa.
Uma onda migratória sem precedentes levou cerca de 4 mil pessoas a atravessar a fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta na última quinta-feira. A travessia, realizada em grande parte a nado, resultou em pelo menos 10 mortes, evidenciando os riscos da rota marítima. Em resposta, o governo espanhol enviou unidades do Exército para reforçar a segurança na região e apoiar a Guarda Civil no controle da fronteira. Ceuta, uma cidade autônoma espanhola situada no norte da África, é um ponto estratégico e historicamente sensível nas relações diplomáticas entre Espanha e Marrocos. A União Europeia manifestou apoio a Madri e estuda medidas para reforçar a vigilância na fronteira, enquanto autoridades locais investigam a possível participação de redes criminosas na coordenação do movimento migratório.
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