Irã reivindica ataques com drones a bases militares dos EUA no Kuwait
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido instalações americanas no Kuwait em retaliação a bombardeios recentes, elevando a tensão regional.
Pontos principais
- O governo iraniano reivindicou a autoria de ataques com drones contra as bases aéreas Ahmad al-Jaber e Ali Al-Salem, no Kuwait.
- Teerã alega que a ofensiva é uma retaliação a bombardeios americanos contra a cidade iraniana de Qeshm, que teriam causado mortes de civis.
- O Ministério da Defesa do Kuwait confirmou a detecção e destruição de drones hostis em seu espaço aéreo desde a madrugada de sexta-feira.
- O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) não confirmou danos a tropas ou instalações americanas no Kuwait até o momento.
- Além do Kuwait, o Irã relatou ataques a ativos estratégicos na base de Sheikh Isa, no Bahrein, incluindo sistemas de navegação e comunicações.
- A Guarda Revolucionária afirmou ter interceptado petroleiros no Estreito de Ormuz, causando instabilidade no mercado global de energia.
- O governo americano negou relatos de destruição de caças F-35 na Jordânia, desmentindo informações difundidas pelo regime iraniano.
- O Paquistão, atuando como mediador, informou que as negociações diplomáticas entre Washington e Teerã permanecem em curso.
- O presidente Donald Trump defendeu a implementação de novas sanções econômicas contra o Irã em resposta à escalada dos conflitos.
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou, nesta sexta-feira, uma série de ataques com drones contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. Segundo o comando iraniano, a operação visou atingir abrigos de aeronaves, sistemas de comunicações por satélite e infraestruturas de apoio nas bases aéreas de Ahmad al-Jaber e Sheikh Isa. Teerã justificou a ofensiva como uma retaliação direta a bombardeios americanos realizados na última quarta-feira contra a cidade de Qeshm, que, segundo relatos locais, resultaram na morte de civis e membros da Guarda Revolucionária. Em resposta, o Ministério da Defesa do Kuwait informou que suas forças interceptaram e destruíram drones hostis que violaram seu espaço aéreo, classificando o episódio como uma agressão externa.
Até o momento, as autoridades militares dos Estados Unidos não confirmaram qualquer dano a suas instalações ou baixas entre suas tropas na região. O CENTCOM, comando responsável pelas operações americanas no Oriente Médio, refutou alegações iranianas sobre a destruição de aeronaves F-35 em incidentes anteriores, mantendo uma postura de cautela sobre os relatos de ataques em solo kuwaitiano. A situação ocorre em um momento de alta volatilidade geopolítica, exacerbada por ações da Guarda Revolucionária no Estreito de Ormuz, onde petroleiros foram forçados a alterar rotas, gerando reflexos imediatos nos preços internacionais do petróleo.
O cenário de escalada direta entre as duas nações tem mobilizado esforços diplomáticos internacionais, com o Paquistão atuando como mediador para manter canais de diálogo abertos. Paralelamente, o presidente Donald Trump sinalizou uma resposta firme, defendendo a adoção de novas tarifas e sanções bipartidárias contra o Irã no Congresso americano. A persistência dos ataques e a incerteza sobre a extensão dos danos às bases estratégicas dos EUA no Golfo mantêm a região em estado de alerta, com observadores monitorando os impactos dessas tensões no fluxo global de energia e na segurança regional.
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