Epic Games acusa Apple de pressionar EUA contra o Brasil
Tim Sweeney alega que a Apple busca retaliação comercial contra o Brasil após decisões do Cade sobre a abertura do sistema iOS.
Pontos principais
- CEO da Epic Games afirma que a Apple tenta prejudicar relações Brasil-EUA para manter taxas em sua loja de aplicativos.
- O conflito escalou após o Cade exigir que a Apple permitisse lojas de aplicativos alternativas no iOS no Brasil.
- Sweeney acusa a Apple de exigir a instalação de softwares de monitoramento em lojas de terceiros.
- A Apple nega as alegações e afirma que mantém colaboração com órgãos reguladores internacionais.
- O USTR teria sugerido tarifas contra o Brasil em julho de 2026 por questões de comércio digital.
O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, acusou a Apple de exercer pressão sobre o governo dos Estados Unidos para prejudicar as relações comerciais com o Brasil. Segundo a empresa, a medida seria uma retaliação às decisões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que determinou a abertura do ecossistema iOS para lojas de aplicativos de terceiros. A Epic Games, que lançou sua própria loja no país, contesta as taxas e as exigências técnicas impostas pela fabricante do iPhone, incluindo a obrigatoriedade de monitoramento de transações. Em resposta, a Apple classificou as acusações como falsas e reafirmou seu compromisso com a conformidade regulatória. O impasse ganha contornos diplomáticos, com relatos de que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) teria cogitado tarifas contra o Brasil em julho de 2026, citando práticas de comércio digital como justificativa.
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