CSN troca US$ 1,3 bilhão em dívidas e projeta prejuízo no 1º semestre
A CSN anunciou a renegociação de títulos internacionais para 2030 e estimou um prejuízo líquido de até R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre de 2026.
Pontos principais
- A operação de troca envolve títulos com vencimento em 2028 por novos papéis com vencimento em 2030.
- O montante total da oferta chega a US$ 1,3 bilhão, sendo US$ 970 milhões em novos títulos e US$ 330 milhões em dinheiro.
- A CSN estima um prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão para o primeiro semestre de 2026.
- A nova dívida terá uma taxa de juros de 11% ao ano, superior aos 6,75% dos títulos anteriores.
- A dívida líquida ajustada da companhia é projetada em R$ 44 bilhões, com alavancagem abaixo de 3,5 vezes o Ebitda.
- O Ebitda ajustado para o primeiro semestre de 2026 está estimado entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,4 bilhões.
- A oferta de troca permanece aberta até o dia 10 de agosto, condicionada à adesão de 70% dos títulos em circulação.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) iniciou uma manobra financeira estratégica para gerir seu passivo internacional, aprovando uma oferta de troca de títulos de dívida que totalizam US$ 1,3 bilhão. A operação visa postergar o vencimento de papéis de 2028 para 2030, buscando um alongamento do perfil de endividamento da empresa em um cenário de taxas de juros mais elevadas, fixadas em 11% ao ano para os novos títulos. A adesão mínima de 70% dos detentores de títulos em circulação é uma das condições para a conclusão do processo, que deve ocorrer até o dia 10 de agosto.
Simultaneamente à reestruturação, a siderúrgica divulgou dados preliminares que indicam um aumento em seu prejuízo líquido para o primeiro semestre de 2026, projetado entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão. O resultado reflete um período de pressão sobre as margens operacionais, embora a companhia mantenha a projeção de um Ebitda ajustado na casa dos R$ 5,4 bilhões. Para conter o avanço do endividamento, que alcança R$ 44 bilhões em dívida líquida ajustada, a CSN reiterou que mantém planos estratégicos, como a venda da CSN Cimentos, visando otimizar sua estrutura de capital e manter a alavancagem abaixo do patamar de 3,5 vezes o Ebitda.
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