CSN aprova troca de dívida de US$ 1,3 bi e prevê prejuízo maior
A siderúrgica busca postergar vencimentos de títulos para 2030 enquanto estima prejuízo líquido de até R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre de 2026.
Pontos principais
- A CSN aprovou a troca de bonds com vencimento em 2028 por novas notas com vencimento em 2030.
- A operação financeira totaliza US$ 1,3 bilhão, sendo US$ 970 milhões em novas notas e US$ 330 milhões em dinheiro.
- A companhia projeta um prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão para o primeiro semestre de 2026.
- O Ebitda ajustado estimado para o mesmo período varia entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,4 bilhões.
- A oferta é direcionada a investidores institucionais qualificados nos Estados Unidos e em outros mercados internacionais.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou a aprovação de uma oferta de troca de títulos de dívida (bonds) no valor de US$ 1,3 bilhão. A estratégia visa postergar o vencimento de débitos internacionais de 2028 para 2030, em um movimento que envolve a emissão de novas notas e um desembolso de US$ 330 milhões em espécie. A iniciativa faz parte dos esforços da empresa para gerir seu perfil de endividamento, que apresentou crescimento no período recente. Paralelamente à reestruturação da dívida, a CSN divulgou estimativas preliminares que indicam um cenário financeiro desafiador para o primeiro semestre de 2026. A empresa projeta um prejuízo líquido situado entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão, com o resultado implícito para o segundo trimestre apontando uma perda entre R$ 745 milhões e R$ 845 milhões. Apesar da previsão de prejuízo, a companhia estima um Ebitda ajustado para o semestre entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,4 bilhões. A operação de troca de títulos é voltada exclusivamente a investidores institucionais qualificados, tanto nos Estados Unidos quanto em outros mercados internacionais, buscando maior flexibilidade financeira diante do aumento do nível de endividamento da siderúrgica.
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