Braskem tem queda nas vendas no 2º trimestre, mas spreads disparam
Volume de vendas da Braskem recuou em todas as regiões no 2º trimestre de 2026, enquanto o conflito no Oriente Médio elevou as margens da companhia.
Pontos principais
- O volume de vendas de químicos recuou 5% e o de resinas caiu 8% no segundo trimestre de 2026.
- A taxa de utilização das plantas industriais no Brasil recuou de 74% para 70% no período.
- Spreads petroquímicos tiveram alta de 69% em resinas e 67% em químicos no mercado brasileiro.
- A volatilidade geopolítica no Oriente Médio elevou os preços globais do petróleo e da nafta.
- As ações da companhia (BRKM5) subiram 3,7% após a divulgação do relatório de produção e vendas.
A Braskem reportou uma queda generalizada no volume de vendas em todas as suas regiões de atuação durante o segundo trimestre de 2026. O desempenho operacional foi impactado pela menor demanda global e por restrições no fornecimento de matéria-prima, resultando em uma redução na taxa de utilização das plantas petroquímicas. No México, a joint venture Braskem Idesa enfrentou desafios adicionais devido à menor oferta de etano pela Pemex, levando a empresa a adotar medidas de preservação de liquidez.
Apesar da retração nos volumes, a companhia registrou um aumento expressivo nos spreads petroquímicos, impulsionado pela alta dos preços globais do petróleo e da nafta. Esse movimento foi provocado pela instabilidade no Oriente Médio, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, que encareceu os insumos. A volatilidade do mercado forçou a empresa a ajustar sua estratégia de produção, priorizando a manutenção das margens em um cenário de incertezas geopolíticas. O mercado reagiu positivamente aos resultados, com as ações da petroquímica encerrando o pregão com valorização de 3,7%, superando o desempenho do Ibovespa.
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