Vendaval de 105 km/h deixa mortos e 510 mil imóveis sem luz no Rio
Rajadas de vento atingiram o estado do Rio de Janeiro, causando mortes, naufrágios e um colapso na rede elétrica que afeta mais de meio milhão de clientes.
Pontos principais
- Rajadas de vento superaram os 100 km/h na quarta-feira, causando danos severos em diversas regiões do estado.
- Mais de 510 mil imóveis permanecem sem energia elétrica, com concessionárias enfrentando dificuldades de acesso para reparos.
- Duas mortes foram confirmadas por desabamentos em Santa Teresa, e a Polícia Civil investiga outros três óbitos por eletrocussão.
- Corpo de Bombeiros localizou uma vítima fatal em um barco naufragado na Praia de Tarituba, em Paraty.
- O sistema de transporte público, incluindo trens e VLT, sofreu interrupções devido à queda de árvores e detritos nos trilhos.
- Especialistas apontam a vulnerabilidade da rede elétrica aérea e defendem investimentos em manutenção preventiva e resiliência.
- Um gabinete de crise foi estabelecido para monitorar os impactos do fenômeno climático, que segue afetando a rotina da população.
Um forte vendaval com rajadas que atingiram 105 km/h causou destruição generalizada no estado do Rio de Janeiro, resultando em pelo menos cinco mortes confirmadas e deixando mais de 510 mil imóveis sem energia elétrica. O fenômeno, associado a condições climáticas extremas, provocou a queda de centenas de árvores, desabamentos e transtornos severos no transporte público, afetando a operação de trens e o tráfego em rodovias como a BR-101. Entre as vítimas fatais, destacam-se dois homens atingidos por um desabamento em Santa Teresa e um corpo localizado por mergulhadores em uma embarcação naufragada na região de Paraty. Além disso, a Polícia Civil investiga a morte de três pessoas por descarga elétrica na Cidade de Deus, buscando determinar se o incidente está diretamente relacionado aos danos causados pela tempestade na rede de distribuição. As concessionárias Light e Enel mobilizaram equipes extras para realizar reparos complexos, como a substituição de postes e a remoção de vegetação sobre a fiação, mas o restabelecimento total dos serviços enfrenta dificuldades devido à extensão dos estragos e aos bloqueios em vias públicas. A situação gerou um debate técnico sobre a resiliência da infraestrutura urbana. Especialistas em engenharia elétrica destacam que a rede aérea é altamente suscetível a eventos climáticos severos, sugerindo que investimentos em manutenção preventiva e, em casos específicos, a expansão da fiação subterrânea seriam medidas necessárias para mitigar futuros apagões. Enquanto o fornecimento de energia não é normalizado, moradores relatam prejuízos com a perda de alimentos e dificuldades de locomoção. O governo estadual mantém um gabinete de crise ativo para coordenar a resposta aos danos e monitorar novos riscos, enquanto as autoridades orientam a população a evitar o contato com fios caídos e estruturas danificadas, reforçando o perigo de acidentes elétricos em áreas afetadas pelo vendaval.
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