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Meteorologistas divergem sobre relação de ventanias com El Niño

Especialistas atribuem ventos de até 124 km/h em SP e RJ a frentes de rajada, mas questionam ligação direta com o fenômeno El Niño.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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30/07 às 13:15 · atualizado 16:03

Pontos principais

  • Rajadas de vento superiores a 100 km/h causaram danos e ao menos cinco mortes em São Paulo e no Rio de Janeiro.
  • Meteorologistas do Inmet e Cemaden identificaram o fenômeno como uma frente de rajada derivada de linhas de instabilidade.
  • Parte dos especialistas aponta o El Niño como fator de influência, enquanto outros descartam evidências de conexão direta.
  • O evento climático é considerado raro para o período de inverno devido à baixa umidade característica da estação.
  • A Defesa Civil mantém alertas para novas instabilidades, com previsão de melhora gradual nas condições climáticas para o fim de semana.

Fortes ventanias atingiram os estados de São Paulo e Rio de Janeiro nos últimos dias, resultando em destruição e pelo menos cinco mortes confirmadas. As rajadas, que em algumas regiões do interior paulista chegaram a 124,9 km/h, foram classificadas por meteorologistas como uma frente de rajada, um fenômeno meteorológico intenso que se formou a partir de linhas de instabilidade vindas do Sul do país. A intensidade dos ventos, que superou a velocidade mínima registrada em furacões, surpreendeu especialistas por ocorrer durante o inverno, estação tipicamente marcada pela baixa umidade.

O debate técnico sobre a origem do evento permanece aberto. Enquanto alguns meteorologistas sugerem que o fenômeno pode ser um desdobramento das alterações climáticas causadas pelo El Niño na América do Sul, outros especialistas do Inmet e do Cemaden ressaltam que não há evidências científicas suficientes para estabelecer uma relação direta entre a ventania específica e o aquecimento das águas do Pacífico. Segundo esses profissionais, rajadas de vento dessa magnitude podem ocorrer de forma independente, sendo necessários estudos mais aprofundados para determinar se houve qualquer influência indireta do fenômeno climático global. Por ora, a Defesa Civil segue monitorando a região com alertas de perigo potencial, embora a previsão indique uma diminuição da nebulosidade e elevação das temperaturas nos próximos dias.

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