TCE-RJ investiga aportes de R$ 6,5 bilhões do Rioprevidência
Auditoria extraordinária apura a regularidade de aplicações financeiras do fundo estadual após a rejeição das contas do ex-governador Cláudio Castro.
Pontos principais
- O TCE-RJ audita R$ 6,5 bilhões aplicados pelo Rioprevidência em instituições como Banco Genial, Mirae Asset e Banco Digimais.
- O relator José Gomes Graciosa exige esclarecimentos sobre aportes realizados em fundos que não possuíam credenciamento prévio.
- O Banco Genial declarou que sua atuação limita-se à custódia de títulos públicos, sem deter a propriedade dos recursos.
- A investigação ocorre em meio ao cenário de rejeição das contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro pelo tribunal.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) instaurou uma auditoria extraordinária para examinar a regularidade de R$ 6,5 bilhões em aplicações financeiras realizadas pelo Rioprevidência. A investigação foca na classificação contábil e na conformidade dos aportes feitos em instituições como o Banco Genial, Mirae Asset e Banco Digimais. O relator do processo, conselheiro José Gomes Graciosa, determinou que o fundo previdenciário apresente justificativas detalhadas sobre investimentos feitos em fundos que careciam de credenciamento prévio junto ao órgão. Em resposta, o Banco Genial afirmou que sua relação com o Rioprevidência restringe-se à custódia de títulos públicos. O escrutínio sobre a gestão financeira do estado ganhou força após a rejeição das contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro, decisão que pode acarretar desdobramentos jurídicos e impactar a elegibilidade do político.
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