Paraguai convoca embaixador brasileiro após declarações de Lula sobre guerra
O governo paraguaio protestou formalmente contra falas do presidente Lula que atribuíram ao país a responsabilidade pela Guerra da Tríplice Aliança.
Pontos principais
- O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, convocou o embaixador do Brasil para entregar uma nota oficial de repúdio.
- A crise diplomática foi motivada por declarações de Lula em Jacareí, onde o presidente afirmou que o Paraguai teria invadido o Brasil no conflito.
- A Câmara dos Deputados do Paraguai criticou o que classificou como distorção histórica e minimização do sofrimento humano na guerra.
- Os presidentes Santiago Peña e Luiz Inácio Lula da Silva mantiveram contato telefônico para tratar do incidente diplomático.
O governo do Paraguai convocou o embaixador brasileiro, José Antonio Marcondes de Carvalho, para entregar uma nota formal de repúdio após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança, ocorrida no século 19. Durante um evento em Jacareí, o presidente brasileiro afirmou que o Paraguai teria sido o responsável por invadir o Brasil, comentário que gerou forte reação imediata da diplomacia e da classe política paraguaia. O chanceler Rubén Ramírez Lezcano enfatizou que a dignidade do país não é negociável, enquanto a Câmara dos Deputados do Paraguai emitiu nota oficial acusando a fala de distorcer fatos históricos e minimizar o impacto humanitário do conflito.
O episódio gerou um desgaste nas relações entre os dois países vizinhos, que mantêm o Brasil como um aliado estratégico. Apesar da tensão diplomática, os presidentes Santiago Peña e Luiz Inácio Lula da Silva realizaram um contato telefônico para discutir o ocorrido e buscar contornar o mal-estar gerado pelas declarações. O governo paraguaio reforçou que as falas ignoram a complexidade histórica do período, mantendo a posição de que o posicionamento do presidente brasileiro foi ofensivo aos interesses e à memória nacional do Paraguai.
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