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Novo botnet Tengu usa técnica de reinício forçado em sistemas Linux

O malware Tengu explora o hardware de dispositivos IoT e Linux para impedir sua remoção e manter persistência em ataques DDoS.

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Foto: TecMundo
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30/07 às 14:15

Pontos principais

  • O Tengu utiliza o temporizador de hardware (watchdog) para reiniciar o sistema caso o processo malicioso seja encerrado.
  • A ameaça infecta dispositivos Linux e IoT, sobrescrevendo utilitários para impedir o desligamento convencional.
  • O botnet é capaz de realizar ataques DDoS, redirecionar tráfego e instalar cargas maliciosas adicionais.
  • Pesquisadores identificaram que o malware elimina concorrentes para garantir exclusividade na máquina infectada.
  • A atividade do botnet foi mapeada pela Nozomi Networks Labs e detectada pela plataforma URLhaus desde junho de 2026.

Pesquisadores da Nozomi Networks Labs identificaram o Tengu, um novo botnet derivado do Mirai que apresenta técnicas avançadas de autodefesa em sistemas Linux e dispositivos IoT. O malware se destaca por manipular o temporizador de hardware, conhecido como watchdog, forçando o reinício do sistema sempre que uma tentativa de remoção do processo principal é detectada. Além disso, o Tengu sobrescreve utilitários essenciais do sistema, o que impede o desligamento convencional e garante a persistência da ameaça no dispositivo. A relevância do Tengu reside em sua capacidade de operar como uma plataforma para ataques DDoS, redirecionamento de tráfego e instalação de cargas maliciosas adicionais. Ao buscar exclusividade na máquina infectada, o botnet elimina outros malwares concorrentes, consolidando seu controle sobre o hardware comprometido. Desde junho de 2026, diversos servidores de comando associados à ameaça têm sido monitorados pela plataforma URLhaus.

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