Mayana Zatz critica obstáculos burocráticos em pesquisas no CNPq
A geneticista aponta dificuldades do Centro de Genoma da USP em aprovar projetos, alertando para a desvalorização da ciência no Brasil.
Pontos principais
- A geneticista Mayana Zatz relata entraves burocráticos na aprovação de projetos pelo CNPq.
- O Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP é a unidade afetada pela falta de apoio.
- A pesquisadora alerta que a gestão atual de recursos compromete a inovação e o desenvolvimento científico nacional.
- O cenário reflete uma preocupação crescente sobre a continuidade de pesquisas acadêmicas de ponta no país.
A geneticista Mayana Zatz, uma das principais referências científicas do país, manifestou preocupação com a atual gestão do fomento à pesquisa no Brasil. Segundo a pesquisadora, o Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP tem enfrentado dificuldades severas para viabilizar projetos submetidos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Zatz aponta que a burocracia excessiva e a falta de apoio federal direto têm criado obstáculos que impedem o avanço de estudos fundamentais na área de genética e biotecnologia.
Essa situação levanta um debate sobre a desvalorização da ciência brasileira e o impacto direto na capacidade de inovação das universidades públicas. A dificuldade em obter recursos federais coloca em risco a continuidade de pesquisas de longo prazo, essenciais para o desenvolvimento de tratamentos e diagnósticos. Para a comunidade acadêmica, o relato de Zatz evidencia a necessidade de uma revisão nos processos de fomento para evitar a estagnação de áreas estratégicas para o país.
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