Estudo aponta prescrição excessiva de THC na cannabis medicinal
Pesquisa da Universidade Monash revela que médicos australianos prescrevem cannabis com níveis de THC quatro vezes superiores aos testes clínicos.
Pontos principais
- A análise da Universidade Monash avaliou a segurança de produtos de cannabis medicinal com alta potência de THC.
- Apenas dois dos mais de 1.000 produtos de cannabis disponíveis no mercado australiano passaram por avaliação regulatória.
- Níveis de THC prescritos excedem significativamente os parâmetros estabelecidos em ensaios clínicos controlados.
- Especialistas alertam que a prática pode priorizar lucros comerciais em detrimento da segurança dos pacientes.
Uma revisão conduzida pela Universidade Monash, na Austrália, trouxe à tona preocupações sobre a regulação e a prescrição de cannabis medicinal no país. O estudo indica que médicos estão receitando produtos com concentrações de THC, o principal componente psicoativo da planta, até quatro vezes maiores do que as doses utilizadas em ensaios clínicos validados. A disparidade levanta questionamentos sobre a eficácia e os riscos à saúde dos pacientes, dado que a grande maioria dos produtos disponíveis no mercado não passou por testes rigorosos de órgãos reguladores.
O cenário sugere que o setor pode estar priorizando o lucro em vez de padrões científicos de segurança. Com mais de 1.000 opções de produtos circulando sem a devida validação clínica, pesquisadores alertam para a necessidade urgente de maior fiscalização e diretrizes mais claras para garantir que o uso terapêutico da substância não comprometa o bem-estar dos usuários.
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