Especialistas apontam desafios na reutilização rápida da Starship
Danos no escudo térmico após o 13º voo da Starship levantam dúvidas sobre a viabilidade de reutilização rápida do foguete da SpaceX.
Pontos principais
- Análise pós-voo do 13º teste identificou rachaduras e danos em parte dos 18 mil azulejos cerâmicos da Starship.
- Especialistas da NASA afirmam que o sistema atual exige inspeções manuais minuciosas, impedindo a meta de turnaround rápido.
- O uso de azulejos cerâmicos é considerado por especialistas um obstáculo para a operação em escala necessária para missões a Marte.
- Elon Musk reconheceu anteriormente que a proteção térmica é o maior desafio remanescente para a reutilização do veículo.
- A SpaceX busca reduzir o tempo de manutenção entre voos de meses para dias ou horas, objetivo ainda não alcançado.
- O programa Artemis, que utiliza a Starship como módulo lunar, enfrenta atrasos que dependem da eficiência operacional do foguete.
Após o 13º voo de teste da Starship, realizado em julho de 2026, especialistas da indústria aeroespacial alertaram que o sistema de proteção térmica do foguete representa um gargalo para a reutilização rápida. Imagens do veículo após o pouso no Oceano Índico revelaram danos, incluindo rachaduras e falhas nas bordas dos azulejos cerâmicos, além de marcas indicando a entrada de plasma quente entre as peças. Segundo Dan Rasky, Charles Camarda e Charles Miller, o método atual de proteção é uma evolução incremental do sistema usado no antigo ônibus espacial da NASA, sendo incompatível com a agilidade operacional pretendida pela SpaceX.
A empresa de Elon Musk planeja realizar centenas de lançamentos anuais para viabilizar missões lunares e marcianas, o que exigiria um processo de manutenção automatizado e rápido. No entanto, a necessidade de inspecionar individualmente milhares de azulejos após cada reentrada impede, por ora, a meta de reutilização em curto intervalo de tempo. Enquanto a SpaceX continua testando novas abordagens, especialistas sugerem que alternativas como resfriamento ativo ou painéis modulares seriam necessárias para superar as limitações do design atual.
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