Tennessee processa Meta por danos à saúde mental de adolescentes
O estado do Tennessee acusa a Meta de ignorar alertas internos sobre impactos negativos de suas redes sociais em jovens para priorizar lucros.
Pontos principais
- O julgamento teve início nesta segunda-feira em Nashville, com previsão de durar sete semanas.
- A acusação afirma que a Meta manteve recursos como autoplay e rolagem infinita para maximizar o tempo de uso.
- O estado alega que o uso compulsivo das plataformas está ligado a depressão, transtornos alimentares e automutilação.
- A defesa da Meta sustenta que a empresa mantém transparência sobre o funcionamento de seus produtos.
Teve início nesta segunda-feira, em Nashville, o julgamento em que o estado do Tennessee acusa a Meta de negligenciar pesquisas internas sobre os danos causados por suas plataformas à saúde mental de adolescentes. Segundo os advogados de acusação, a gigante de tecnologia priorizou o aumento da receita publicitária ao manter funcionalidades como a rolagem infinita e o autoplay, mesmo ciente de que tais mecanismos estimulam o uso compulsivo. O processo aponta uma correlação direta entre o tempo de tela excessivo e o agravamento de quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação entre jovens usuários. Em resposta, a defesa da Meta argumenta que a companhia tem sido transparente quanto ao funcionamento de seus produtos e seus impactos. O caso, que deve se estender por sete semanas, coloca em xeque as práticas de design da empresa e sua responsabilidade sobre o bem-estar de seu público mais vulnerável.
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