Pentágono altera classificação de baixas em conflito com o Irã
Mudança na contagem de mortos gera críticas de veteranos e levanta questionamentos sobre a transparência do governo Trump na gestão do conflito.
Pontos principais
- O Departamento de Defesa dos EUA criou a categoria 'Overseas Operations' para reclassificar baixas militares.
- A alteração divide a contagem de mortos na guerra contra o Irã em dois períodos distintos a partir de 7 de julho.
- A administração Trump alega que o cessar-fogo de abril suspendeu a contagem sob a Lei de Poderes de Guerra de 1973.
- Críticos e veteranos militares apontam a medida como uma tentativa de minimizar números oficiais e contornar exigências do Congresso.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos enfrenta forte resistência de veteranos militares após reclassificar baixas ocorridas no conflito contra o Irã. A introdução da categoria 'Overseas Operations' no banco de dados oficial DCAS fragmenta a contagem de mortos, separando os registros a partir de 7 de julho. A administração do presidente Donald Trump justifica a manobra argumentando que o cessar-fogo estabelecido em abril interrompeu a contagem de tempo prevista pela Lei de Poderes de Guerra de 1973. Especialistas e ex-militares, como o contra-almirante reformado Michael E. Smith, classificaram a decisão como um desrespeito às famílias dos soldados. A medida é vista por analistas como uma estratégia política para reduzir a visibilidade das perdas humanas e evitar o escrutínio do Congresso sobre as autorizações de operações militares em curso.
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