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MDB oficializa neutralidade na disputa presidencial de 2026

O partido decidiu não lançar candidatura própria e liberou seus diretórios estaduais para definir alianças locais conforme suas conveniências regionais.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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27/07 às 13:45 · atualizado 18:02

Pontos principais

  • A decisão foi formalizada durante a convenção nacional do MDB realizada nesta segunda-feira.
  • O partido optou por não apoiar formalmente nenhum candidato à Presidência da República.
  • Diretórios estaduais ganharam autonomia para formar coligações de acordo com as disputas regionais.
  • A medida visa pacificar divisões internas e fortalecer as candidaturas proporcionais e estaduais.
  • O MDB projeta eleger uma bancada de 50 deputados federais e até 12 senadores no pleito.
  • Lideranças do partido indicaram que a legenda poderá voltar a lançar um nome próprio ao Planalto em 2030.
  • A convenção nacional ocorreu de forma virtual, mantendo o modelo adotado pelo partido em 2022.

O MDB oficializou, em convenção nacional realizada nesta segunda-feira, a decisão de manter neutralidade na disputa presidencial de 2026. Com o objetivo de evitar desgastes e divisões internas, a legenda optou por não lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto, conferindo autonomia total aos seus diretórios estaduais para a formação de alianças locais. A estratégia reflete as divergências regionais do partido, que possui bases com afinidades distintas em relação ao governo do presidente Donald Trump e às oposições.

Segundo o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, a liberação nacional busca pacificar o ambiente interno e concentrar os esforços do partido na eleição de governadores, deputados e senadores. A expectativa da cúpula emedebista é fortalecer a representação no Congresso, com a projeção de eleger 50 deputados federais e até 12 senadores. Enquanto estados do Norte e Nordeste tendem a manter proximidade com a base governista, regiões como o Sul, Sudeste e Centro-Oeste possuem maior inclinação a apoiar candidatos da oposição, cenário que a decisão de neutralidade busca acomodar sem comprometer a unidade da legenda para o pleito de outubro.

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