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Hyundai enfrenta greve na Coreia do Sul por uso de robôs Atlas

Sindicato exige acordo prévio para uso de robôs humanoides, enquanto a Hyundai nega que o plano de automação seja o foco das negociações atuais.

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Foto: www.itechpost.com
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26/07 às 21:47

Pontos principais

  • Cerca de 34 mil trabalhadores realizaram uma greve de três dias na Coreia do Sul em protesto contra a automação.
  • A Hyundai planeja implantar 25 mil robôs humanoides Atlas em suas fábricas a partir de 2028, começando pelos EUA.
  • O sindicato exige que nenhum robô seja introduzido nas unidades sul-coreanas sem um acordo formal prévio entre as partes.
  • A paralisação causou uma redução estimada de 5 mil veículos na produção e um impacto de US$ 135 milhões na receita.
  • A empresa afirma que os robôs realizarão tarefas de sequenciamento e montagem, visando mover funcionários para funções de supervisão.
  • Analistas estimam que cada unidade Atlas custe cerca de US$ 130 mil, com retorno sobre o investimento em aproximadamente dois anos.
  • Além da automação, a pauta da greve inclui aumento da idade de aposentadoria de 60 para 65 anos e mudanças na estrutura salarial.

A Hyundai Motor Group enfrenta um impasse trabalhista na Coreia do Sul, onde cerca de 34 mil funcionários realizaram uma greve de três dias em protesto contra o plano de automação da montadora. O sindicato, que exige garantias formais de emprego e o direito de vetar a entrada de robôs humanoides nas fábricas, alega que a tecnologia ameaça a estabilidade da força de trabalho. A empresa, por sua vez, sustenta que o plano de implantar 25 mil robôs Atlas, desenvolvidos pela Boston Dynamics, está focado inicialmente na unidade de Metaplant America, na Geórgia, e que futuras expansões serão discutidas com os representantes dos trabalhadores.

O conflito reflete preocupações sobre a substituição de mão de obra humana por máquinas que operam continuamente. Enquanto a Hyundai argumenta que os funcionários serão treinados para funções de maior valor, como manutenção e supervisão, o sindicato pressiona por benefícios que compensem o impacto da automação, incluindo bônus maiores e a elevação da idade de aposentadoria. As negociações seguem tensas, com a paralisação já gerando prejuízos financeiros significativos à companhia.

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